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Raças Chinesas Sharpei & Chow-Chow

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Nossa História


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O Chow-Chow ou "Spitz Chinês" como é conhecido em alguns países, é chamado na China de Songshi Quan (Pinyin: sōngshī quan), que significa literalmente "cão leão-empolado" ou Tang Quan, "Cão da Dinastia Tang". É uma das raças mais antigas a ser criada pelo homem sem que passasse por mutações consideráveis e muita difundida hoje em dia em todo o mundo.

Sua verdadeira origem é desconhecida, há referências em Obras de Artes datadas de 4000 anos atrás e Registros Escritos de 1100 a.C. Acredita-se que seja originário das planícies da Mongólia (região assolada por ventos gelados) e não da China, pois eram criados por tribos Bárbaras Mongóis onde foram utilizados na guarda, caça e batalhas. Teve como trajetória o Círculo Ártico, Sibéria e a China onde se fixou. Com a invasão da China os Mongóis teriam introduzido a raça em território Chinês.

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Eram tidos como "cães de guerra" e conta a lenda que: "a escuridão da boca é a proteção contra espíritos do mal". Acredita-se que quando Genghis Khan e seu exército conquistaram o seu império eram os Chow-Chows que os acompanhavam.

No decorrer de sua trajetória chegou a ser utilizado para fins diversos tais como caçador (utilizado na caça da zibelina na Ásia setentrional e de veados no Japão), pastoreiro, farejador, busca, tração , puxador de trenó fornecedores de pele , comida e etc....

Sua pelagem é formada por um sistema de isolamento térmico muito eficiente que o protege tanto do frio quanto do calor.

Se alguns exemplares serviam de alimentos outros até servos possuíam, este era o caso dos cães de companhia dos Nobres Chineses. Eles eram adorados pelos Imperadores devido ao seu bom desempenho na caça uma vez que o olfato, inteligência e força eram excepcionais, por isso muitos exemplares viviam em palácios. Teve seu maior destaque na Dinastia Han (206 a.C. a 220 d.C.) e ainda hoje é reconhecido nas cerâmicas e esculturas de baixo relevo do exército Chinês de Terracota.

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Os Mosteiros Budistas e os Palácios a partir do século XIII , foram os grandes preservadores do padrão da raça , os Monges chegavam a viajar centenas de quilômetros em busca de exemplares com qualidade e genes que se destacassem para que fossem introduzidos no sangue da criação , por este motivo são considerados os primeiros a fazer a seleção dos melhores Chow-Chows.

Esta talvez tenha sido a principal causa da mudança de comportamento da raça que se firmou como um cão de companhia à partir de então.

Marco Pólo, foi o primeiro ocidental a mencionar e descrever um Chow-Chow quando visitou a China no século XVIII. Em 1781 foram levados para Inglaterra onde foram exibidos em zôo como cães selvagens. Os Nobres Ingleses ficaram apaixonados pela raça e a criação como animal doméstico se iniciou à partir de então.

O ingresso oficial do Chow-Chow na cinofilia ocidental ocorreu no ano 1880, quando um exemplar chamado Chinese Puzzle foi exposto no Crystal Palace. Uma década depois, o surgimento de um outro exemplar causou grande impacto na exposição de Brighton. Em 1895 foi criado o “Chow-Chow Club” , o padrão determinado pelo primeiro clube da raça foi baseado na fiel descrição do campeão Chow VIII , um macho vermelho trazido da China. Posteriormente um segundo padrão com algumas modificações passou a ser adotado e seguido.

A raça foi ganhando popularidade e nas décadas de 30 e 40 eram sinônimos de status.

O Chow-Chow chegou a ser uma das raças mais populares nos Estados Unidos da América, chegou em 1903 e logo teve seu reconhecimento pelo (A.K.C.) o que gerou problemas de saúde típicos de raças muito procuradas. Por causa destes problemas sua popularidade foi caindo da mesma forma que os problemas iam sendo solucionados, pois a "produção em massa" foi trocada por uma criação selecionada. Em 1906 foi fundado o " Clube Americano do Chow-Chow ".

Em 1954 surgiram os primeiros Chow-Chows no Brasil, atualmente ocupam o 18º lugar no ranking de registros, superando a Inglaterra que é tida como o país patrono da raça.

O Chow-Chow ainda hoje é visto com muita atenção pelos Paleantólogos e Biólogos pois possui características diferentes dos demais cães, aparentando uma mistura de leão com urso.

1º- O Chow-Chow tem a língua azul como o Urso da Manchúria e o Urso Azul do Tibet e ainda tem em comum com este último o focinho curto e o corpo quadrado.

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2º- Sua dentição é composta por 44 dentes de leite e quando adultos , alguns ficam com 42 dentes fixos .Os demais cães possuem sempre 42 dentes enquanto os ursos tem entre 44 e 46.

3º- Seu sistema digestivo também possui diferenças dos demais caninos.

Acredita-se que entre 28 e 12 milhões de anos atrás o Hemicyon , um intermediário entre o Cynoelesmus ( pai dos demais cães ) e o Daphoneus ( antecessor direto dos ursos modernos ) , gerou o Simicyon , um animal de tamanho variando entre a raposa e um pequeno urso que habitava as regiões sub-árticas e que depois moveu-se para a Sibéria e noroeste da Mongólia , onde sofreu miscigenações com animais locais que deram origem ao Chow-Chow.

Sabe-se que o Simicyon também possuía 44 dentes. Esta versão foi muito difundida nas décadas de 80 e 90, entretanto o Chow-Chow faz parte do gênero Canis Familiaris ao qual pertencem todos os cães domésticos mas deve ser descendente direto dos primeiros cães. Segundo estudos recentes, todos os cães domésticos são originários de 3 lobas que viveram na região da Mongólia , mesmo lugar da orígem do Chow-chow. Este fato fortalece a tese de que o Chow-Chow é a raça mais antiga do mundo sem sofrer mutações significativas.

LENDAS

Algumas lendas fazem alusão a cor azulada da língua do Chow-Chow : diz a lenda que quando Deus criou o mundo ele pintou o céu de azul e algumas gotas caíram no chão. O Chow-Chow com o seu hábito de lamber tudo lambeu as gotas e coloriu a língua para sempre.

Outra antiga lenda diz que: há muitos séculos atrás, viveu um monge que morava em cima de uma montanha rodeado de muitos animais, entre os quais haviam muitos cães.

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O monge tratava a todos com grande bondade e eles lhe eram agradecidos. Um dia o monge ficou muito doente a tal ponto que não podia buscar a lenha que necessitava para acender o fogo e cozinhar. Alguns animais entre eles alguns cachorros saíram para buscar alguns troncos de lenha. No bosque haviam algumas árvores queimadas por um incêndio recente e no chão muitos pedaços de carvão que os cachorros levaram em suas bocas até a casa do monge. Os macacos prepararam a comida e o monge comeu e foi melhorando até ficar completamente curado. As bocas e as línguas dos cachorros mantiveram a cor da madeira queimada.

A ORIGEM DO NOME

" Chaou" é um dos nomes originais e significa "um grande primitivo e extraordinário cão de grande força", posteriormente chamado de "Ao", provavelmente uma contração de "Chaou". Mas também no mesmo século era chamado de "Man Kou" que significa: "cão dos bárbaros".

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Até 100 a.C. eram chamados de "Mang" ( cão com muito pêlo ) "Chaou" ( cão de grande poder ) ou "Ti" ( cão vermelho ). Parece que o mais provável é que o nome provenha do antigo "Chaou", o termo "Tchau", que em certa época designava os grandes comerciantes Chineses, cujas mercadorias, em cantonês , recebiam o nome de "Chow-Chow". No dialeto mandarim "Chow-Chow" significa "expressão carrancuda. Conta a história que certo Imperador manteve dentro do seu palácio 2500 cães da raça Chow-Chow que seguiam seus soldados e tinha na porta dos seus aposentos 07 Chows como guardiões. Segundo o American Kennel Club (AKC) o Chow-Chow viria do cruzamento entre o Mastiff do Tibet com o Samoieda ambos do norte da Sibéria.

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Durante muito tempo o Chow-Chow foi utilizado na culinária oriental, apreciada pelos chineses , sua carne foi muita consumida no século XVIII e XIX . Nos banquetes sua língua era oferecida ao convidado principal como uma iguaria nobre e saborosa em reconhecimento a importância e agradecimento à presença do mesmo. Peles de Chow-Chows eram usadas por adolescentes chinesas filhas dos nobres como status social, quanto mais peles tivessem mais importante era a família. As peles eram de filhotes entre 04 e 06 meses por serem nesta idade mais sedosas.

CARACTERÍSTICA

É um cão de porte nobre e majestoso, com uma pelagem exuberante. É muito versátil, utilizado em várias funções, é um valente guardião e defensor do lugar onde vive. Ótimo guarda , caçador de presas selvagens, incansável cão de tração, muito equilibrado de aspécto leonino, muito leal, porém, reservado.

Considerado um cão silencioso não costuma latir desnecessariamente, não necessita de muito exercício e se adapta bem a espaços menores. Ideal para apartamentos.

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PERFIL

É um cão muito independente, adora estar perto do dono , quando quer um carinho costuma dar lambidas , chamar com as patinhas ou encostar a cabeça sob a mão do dono. Sempre chama a atenção de alguma forma.

Devido ao forte caráter primitivo possui um sentimento de hierarquia muito forte. Normalmente se identificam mais com uma determinada pessoa na casa e nem sempre com aquele que lhe dá comida. Isto não quer dizer que eles não gostem ou não obedeçam aos outros. Quando um Chow-Chow late, pode ter certeza que há algo errado, pois nunca latem a toa, excelente como cão de guarda pois avisa antes do ataque, que se ocorrer, poderá causar um certo estrago, devido à força de sua mordedura e forte dentição.

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PERSONALIDADE

Silencioso e sossegado, valente e destemido, ágil e resistente, desconfiado e independente, de andar curto e saltitante, muito higiênico e sem odores, obediente e fiel.

Problemas de comportamento devem ser evitados, nunca deixe que o cão o "conquiste", pois aí o papel de dono e de cão se inverterão e os Chow-Chows sempre tentarão invertê-los. Deixe claro quem manda e não estranhe a resistência que virá da parte deles. Seja enérgico e claro para com eles.

Muito inteligente, porém difícil de adestrar pois não se submetem às ordens de qualquer pessoa. Pode dar a vida por seu dono, mas não aceita ser humilhado. É muito ciumento.

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Deve-se tratá-los com paciência e atendê-lo todas as vezes que chamar. Assim se sentirá agradecido por nosso interesse e saberá que pode contar conosco em caso de necessidade. Desta forma se consolidará a confiança e afeto entre o Chow-Chow e seu dono.

Compatibilidade baixa com outros cães, animais e pessoas que não sejam de seu convívio. É um grande corredor. Ainda quando pequenos, deve-se inciar a socialização do cãozinho, pois esta raça tende a ser muito reservada com estranhos. Sempre que receber visitas deixe-os chegar perto, tocar, fazer carinho no filhote, e após todas as vacinas completadas, passeie com ele para se acostumar com pessoas.

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É muito importante que a comunicação entre as crianças e o Chow-Chow seja a melhor possível. Antes da chegada do cachorro, é necessário comunicar-lhes sobre o novo membro da família. A comunicação entre o Chow-Chow e criança é imediata e recíproca. No entanto, é conveniente controlar, sobre tudo, a princípio, para evitar mal-entendidos desagradáveis entre os dois. Deve-se ensiná-las que ele não é um ursinho de pelúcia e nem um brinquedo, é um ser vivo e por isso merece ser amado e respeitado. E que não devem molestá-lo quando estiver comendo ou dormindo. Assim também adverti-los de que não devem surpreender o Chow-Chow por trás, pelo menos a princípio, pois ao não ver quem é, pode ter reações desagradáveis.

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Apesar de adorar profundamente as crianças, o Chow-Chow não as vê como amos e sim como bons companheiros, pois entende que obedecem, assim como ele, as ordens dos adultos.

O Chow-Chow é uma das raças que mais ajudam as crianças a comportarem-se de maneira responsável e correta com os cachorros. Os sentimentos de estima e carinho mútuos se refletem positivamente para a formação do caráter do Chow-Chow e da criança e a cumplicidade que se estabelecerá entre os dois favorecerá o crescimento psicológico de ambos. Apenas deve-se ter cuidado com possíveis reações de ciúmes que possa haver de algum dos dois.

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APARÊNCIA

Compacto, curto e harmonioso em seu conjunto. Nariz grande e preto, olhos escuros e pequenos (preferencialmente em tons amendoados). Orelhas pequenas, grossas e bem separadas entre si.

Peito amplo e profundo.

Dorso curto, reto e forte.

Cauda implantada alta, levada bem dobrada apoiada na garupa.

Pelagem abundante, densa, espessa, lisa, reta, um pouco dura ao tato com sub-pêlos suaves e lanosos, (os de pêlo curto com exceção da pelagem são idênticos).

Pelagem densa em torno do pescoço onde forma uma juba e na face superior das coxas em fartos culotes. Textura felpuda.

Pode ser tosado no início do verão e leva em torno de 10 meses para que o pêlo esteja em 100% em seu tamanho normal.

PÊLO CURTO

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Acredita-se que esta seja a forma mais primitiva do Chow-Chow . Entretanto não há provas concretas sobre isto. Eram muito comuns no norte da China, e por incrível que pareça, possuem uma boa adaptação aos climas frios tanto quanto aos climas mais quentes.

Esta variedade foi quase extinta, pois não possuía muitos admiradores, entretanto alguns criadores, principalmente na Holanda, Dinamarca e Inglaterra resolveram salvar esta variedade e começaram um trabalho de divulgação. Os EUA responderam bem e possuem um bom plantel de pêlos curtos, embora a Holanda ainda seja o "país mãe" dos pêlos curtos.

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Para exposições, o pêlo curto possui a vantagem de que, quando é bom, está exibindo todas as suas qualidades, entretanto, quando há um desvio, por menor que seja, torna-se visível, pois não há o pêlo longo para escondê-lo. Este é um dos fatores que dificultam sua criação.

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A tradução correta das variedades não seria pêlo longo e pêlo curto, e sim, algo como pêlo duro ou pêlo áspero e pêlo plano ou pêlo liso (sem a grande juba) respectivamente. Entretanto preferiu-se classificá-los pelo comprimento do pêlo. Esta variedade também possui o sub-pêlo, denso, macio e lanoso. O pêlo externo é abundante, denso, rígido e grosso. A textura é bem diferente da outra variedade, os fios parecem ter o dobro do diâmetro. Já no nascimento percebe-se a diferença.

O padrão é exatamente igual para ambas as variedades, e competem juntas na mesma raça. Todas as cores do pêlo longo podem aparecer no pêlo curto.

Enquanto a abundância de pêlos, que confere a aparência leonina é a marca registrada dos pêlo longos, as rugas abundantes são o charme especial dos pêlos curtos. Neles, é possível visualizar as muitas rugas ao longo do corpo, que existem em ambas as variedades, mas são escondidas pelo pêlo longo.

No Brasil, o Rio Grande do Sul é o berço do pêlo curto. Foi o primeiro estado a criá-lo e possui o maior plantel. Entretanto aos poucos esta variedade vai sendo mais conhecida e aceita no restante do país.

Como não possui a volumosa pelagem, o trabalho de mantê-la bonita é facilitado. A escovação, banho e o grooming são feitos em bem menos tempo.

Possuem genética dominante, ou seja, um casal de pêlos longos não terá filhotes pêlo curto. Entretanto qualquer outra combinação de variedades pode gerar ambas variedades. Um criador experiente consegue prever a porcentagem que deverá surgir na ninhada.

Eles ganham admiradores de pessoas que normalmente gostam de cães de pêlo curto, como boxers, bulldogs, labradores, etc.

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA

Filiada à Fédération Cynologique Internationale

Classificação F.C.I.:

 

Grupo 5

- Spitz e Tipos Primitivos

Seção 5

- Spitz Asiáticos e Raças Assemelhadas

Padrão F.C.I. nº 205 – 09 de Junho de 1999

País de origem:

China

País Patrono:

Grã-Bretanha

Nome do país de origem:

Chow-Chow

Utilização:

Cão de guarda e companhia

 

Sem prova de trabalho

Sérgio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC

Domingos Josué Cruz Setta
Presidente do Conselho Cinotécnico

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APARÊNCIA GERAL: cão ativo, compacto, lombo curto e acima de tudo bem proporcionado. De aspecto leonino, porte digno e orgulhoso, bem estruturado, a cauda é claramente portada sobre o dorso.

COMPORTAMENTO/TEMPERAMENTO: tranqüilo, bom guardião; sua língua é azul escuro. É único por seu andar saltitante. Independente, leal e reservado.

CABEÇA

REGIÃO CRANIANA

  • CRÂNIO: Largo e plano, bem cheio sob os olhos.
  • STOP: Não pronunciado.

REGIÃO FACIAL

  • TRUFA: Grande e larga, sempre preta (com exceção dos exemplares de cor creme ou quase branco, nos quais a trufa de cor clara é admitida; nos azuis e fulvos, admite-se a trufa na mesma cor do pêlo).
  • FOCINHO: De comprimento moderado e largo dos olhos até sua extremidade (nunca pontudo como o da raposa).
  • LÁBIOS: os lábios, a língua e o céu da boca são preto-azulados; gengivas de preferência pretas.
  • MAXILARES / DENTES: Dentes fortes e bem alinhados; maxilares fortes com uma perfeita mordedura em tesoura.
  • OLHOS: Escuros, formato oval, de tamanho médio e limpo. É permitida uma cor correspondente a da pelagem nos azuis e fulvos. Olhos limpos sem entrópio, nunca deverão ser penalizados em razão do tamanho.
  • ORELHAS: Pequenas, espessas, extremidades levemente arredondadas; eretas, rígidas e bem afastadas, inseridas acima dos olhos, voltadas para frente, ligeiramente convergentes, o que dá ao cão a expressão característica da raça, de ar carrancudo. Essa expressão jamais deverá ser o resultado do efeito da testa.

PESCOÇO: Forte, cheio, sem ser curto, bem inserido nos ombros, ligeiramente arqueado.

TRONCO

  • DORSO: Curto, plano e forte.
  • LOMBO: Robusto.
  • PEITO: Largo e profundo. Costelas bem arqueadas mas não em barril.

MEMBROS

  • ANTERIORES: Perfeitamente retos, de comprimento moderado, com boa ossatura.
  • OMBROS: Musculosos e oblíquos.
  • POSTERIORES: Musculosos.
  • JARRETES: Bem descidos, com um mínimo de angulação, que é essencial para produzir o andar saltitante característico da raça. Nunca deve ser flexionado para frente.
  • METATARSOS: A angulação do jarrete para o chão deve parecer reta.
  • PATAS: Pequenas, redondas, bem aprumadas sobre os dedos.
  • MOVIMENTAÇÃO: Passadas curtas e saltitantes. Os membros anteriores e posteriores deslocam-se em planos paralelos.

PELAGEM

  • PÊLO: Pode ser longo ou curto.
  • * LONGO: Muito abundante, denso, reto e eriçado. A textura do pêlo é rude e o subpêlo é suave e lanoso. A pelagem é particularmente densa em torno do pescoço, onde forma uma juba e na face posterior das coxas em fartos culotes.
  • * CURTO: Abundante, denso e reto; menos eriçado que longo, textura felpuda não lisa.

Qualquer redução artificial do pêlo, modificando a silhueta natural do Chow-Chow ou sua expressão, deve ser penalizada.

  • COR: Preto unicolor, vermelho, azul, fulvo, creme ou branco, freqüentemente com nuanças, mas sem manchas ou particolor. Sob a cauda e na face posterior das coxas a cor é frequentemente mais clara.

TAMANHO

  • ALTURA NA CERNELHA: Machos: 48 a 56 cm, Fêmeas: 46 a 51 cm.
  • FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

NOTAS:

  • Os machos devem apresentar os dois testículos de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.
  • Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

CORES

O Chow-Chow possui 05 cores ( Vermelho , Preto , Canela ou Fulvo , azul e Creme ou Branco)

Vermelho:

É a cor mais comum de todas, pode ser intenso, ( aparentando mógno ou ruivo ) até bem suave ( aparentando dourado bem claro ou creme ) É a variação de cor com o maior número de exemplares. O filhote pode possuir máscara preta intensa mas a medida que amadurece vão se diluindo.

Preto:

É a segunda cor mais comum. É um tom muito forte e intenso. Por ser preto dificilmente demonstra sua beleza em fotografias, a menos que as condições de iluminação sejam perfeitas. Quando exposto ao sol sofre modificações na coloração dos pêlos que tendem a ficar avermelhados.

Azul:

O focinho apresenta uma coloração prateada e o pêlo absorve mais luz e emite o reflexo azulado.

Canela ou Fulvo:

Muito confundido com dourado ou vermelho.
Há canelas mais intensos, mais claros e aparentando dourado.

Creme ou Branco:

É a mais rara de todas as cores, possui pouca variação de tonalidades.
As orelhas possuem tom pêssego ou amendoados. É a cor mais polêmica de todas as possíveis, a denominação correta é Creme, pois se enquadra nos padrões (F.C.I.) Europeu.
A despigmentação do nariz é muito comum nesta cor.

DIFERENÇAS NAS CORES

Ao nascer o canela e o azul são muitos parecidos. O canela pode nascer escuro com pêlos brancos assim como o azul.
O vermelho claro pode parecer com o canela e este com o creme. Normalmente o vermelho nasce ruivo com ou sem máscara.
O azul é um preto sem brilho e com alguns pêlos claros.
O canela pode nascer semelhante a azul ou prateado. Normalmente o canela já nasce com o focinho chocolate.
O primeiro lugar onde aparece a cor definitiva é o rosto e as patas.

PREVISÃO DE CORES

Normalmente o azul e o canela tem mais tendência a filhotes creme. Pode ocorrer porém é difícil um creme e um canela terem filhotes preto.

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TIPOS DE LIMPEZA DE PÊLO

Há três métodos para limpar o pêlo do Chow- Chow todos eficientes.

  • Shampoo seco

Funciona melhor em filhotes. O filhote troca sua pelagem de filhote para adulto e o banho em banheira pode causar a perda da pelagem e assim por diante. Usa-se o shampoo seco (spray próprio tipo moussy) da seguinte forma: em forma de spray coloque a espuma por todo o corpo do filhote.

Trabalhar com os dedos a espuma do pêlo, secar com ar frio ou morno (secador).

Escovar com escova de "PINO" (com alfinete sem cabeça). A escovação deve ser feita da pele para fora, assim o cão ficará com ar de nuvem de pêlo.

  • Pano quente

Ideal para o inverno. Mergulhe o pano em um balde com água quente, torça bem e em seguida esfregue por todo o corpo do cão antes que o pano esfrie. Faça isso trocando sempre a água. Quando a água sair limpa do pano o cão também estará limpo. Após seque com uma toalha e use o secador. Quando o pêlo estiver seco escove o cão ,procedendo o GROOMING completo. O Chow-Chow de cor preta tem mais óleo no pêlo que o vermelho. Adicione à água quente uma colher de amônia para cada 5 litros de água. Ajudará a remover o óleo e a pelagem preta de opaca ficará brilhante. Os Chow-Chows que são escovados regularmente e que vivem em locais limpos não necessitam de banhos freqüentes, a menos que estejam participando de exposições. Quando há a troca de pelo (geralmente duas vezes por ano) o banho e a escovação ajudarão a remover o pelo morto e mesmo sem pelagem abundante sua aparência será a melhor possível.

  • Banho convencional

Com a troca de pêlo o ideal é banhá-lo com água morna. Água quente faz com que a perda de pelo seja muito maior. Existem no mercado excelentes shampoos, o importante é retirá-los totalmente da pele e do pêlo, não deve-se deixar resíduos! Controle muito bem abaixo da cauda, traseiro, pescoço, entre as orelhas e olhos. Resíduos de shampoo podem causar irritação da pele e até dermatites. Após lavar seu Chow-Chow por completo, deixe-o sacudir-se e logo após comece a secá-lo com uma toalha seca. Ao usar o secador nunca use ar quente, pois prejudica a pelagem. Use ar frio ou morno.

  • Escovação

Embora seja uma raça bastante rústica, necessita de escovação rotineira , pois além de mantê-lo muito mais bonito retiram-se os pêlos mortos, propicia aeração local , previne contra o acúmulo de umidade e manifestações de dermatites. Minimizando assim o risco de problemas de pele (hot spots).
Escove-o enquanto o seca com o secador, é dificultoso porém o resultado é surpreendente. O ideal é trabalhá-lo por camadas, da cabeça até o posterior. Os admiradores dos Chows desanimam às vezes pelo trabalho que a pelagem exige, portanto quando se tem um deve-se trabalhar. Alguns minutos por dia são suficientes para mantê-lo impecável.

O GROOMING diário, ou seja, uma boa escovada para remover a poeira e estimular a pele fará que seu Chow tenha uma aparência refrescante. Outra maneira de remover a poeira é usando-se o secador no ar frio e passá-lo por todo seu corpo e cabeça. Se seu Chow está participando de exposições, um GROOMING mais detalhado deverá ser feito, pêlo menos uma vez por semana. Controle os olhos, orelhas, boca e patas. Na troca de pêlo, o pelo morto deve ser removido, pois se deixado, pode resultar em sérios problemas de pele. Em relação aos nós, mesmo caso. Para a retirada de nós em volta da orelha, borrife-os com talco e remova-os com escova ou pente, tomando cuidado para não machucar o animal. Acúmulo de sujeira , pêlo morto e nós podem atrair moscas e carrapatos, causando uma quantidade enorme de problemas. Um Chow-Chow limpo, que vive num ambiente limpo, alimentado com ração bem balanceada raramente terá problemas de pele, assim como eczemas ou dermatites.

É importante que o filhote acostume-se com o GROOMING o mais cedo possível. Outro fator importante: acostume o filhote a ficar deitado na mesa para a escovação. O filhote bem treinado desde cedo vai lhe pedir pela sessão de GROOMING. Se o proprietário desenvolver com prazer esta tarefa, com certeza será um momento especial entre ele e seu cão - uma troca mútua de amor que refletirá de uma forma favorável para o temperamento do animal.

  • GROOMING ( ato de embelezar a pelagem do Chow-Chow )

Suas sessões diárias de GROOMING farão com que você se torne eficiente e é justamente quando a prática e rotina complementam este quadro. O mais importante no GROOMING é conhecer as virtudes e falhas de seu cão. Os pontos positivos podem ser apagados e os negativos acentuados. Para que seja efetuado corretamente você deverá saber qual parte melhorar e qual corrigir. Você deverá estar equipado com escova adequada e praticar conforme está descrito aqui. A cada dia de trabalho, sua habilidade melhorará. O que no início parecerá difícil de se absorver, um dia será simples rotina. Seu progresso deve ser o estimulante na insistência de sua busca de ter-se o mais belo cão.

Como fazer o Grooming

Comece borrifando uma leve camada de água destilada (encontra-se em qualquer farmácia). Escove as laterais das pernas e virando-o de barriga para cima repita na parte interna. Assim fica mais fácil escovar barriga, pescoço e a parte interna das pernas. O Chow deve estar relaxado e não aborrecido. A pelagem deve ser escovada por camadas à partir da raiz para fora, muito delicadamente. O sub-pêlo não deve ser removido. Escove seu corpo primeiro, quadril traseiro. Deixe por último a cabeça e a cauda. Complete com uma boa escovada sentido contrário para dar o toque final. Na cabeça pode-se usar um pente de metal com dentes separados aproximadamente 5 mm. Atrás das orelhas o pêlo é mais fino e tendencialmente é o melhor local para a formação de nós. Com uma boa chacoalhada o próprio Chow fará com que o pelo caia na correta posição.

Trimming

Quando completo o GROOMING, há mais um detalhe chamado pelos ingleses de “tidying up” (um toque de elegância). Significa trimmar o excesso de pêlo nas patas e jarretes, ou em qualquer outra parte que prejudique de uma certa forma o equilíbrio e harmonia de seu Chow. O trimming acentua os pontos positivos e melhora a aparência natural. As patas são chamadas de patas de gato devendo o Chow estar bem apoiado sobre as próprias. Muito pêlo abaixo das patas pode prejudicar seu caminhar. Deve-se aparar o pêlo excessivo abaixo das patas, por entre as almofadas e em volta delas. Apare também o pêlo longo dos jarretes para que a ossatura fique em evidência. Use o pente por camadas puxando o pêlo para cima e para fora. Com uma tesoura corte o excesso. O pêlo voltará ao seu lugar por si próprio.



O trimming requer prática e caso não saiba executá-lo procure alguém experiente. Se o pêlo longo do posterior não for trimado prejudicará a movimentação do Chow em exposições. Apare devagar, um pouco por vez, um pouco por vez lembre-se que não poderá voltar atrás. Se a barriga de seu Chow tiver pelagem longa para baixo, pode-se cuidadosamente apará-la com a tesoura, evidenciando a altura em sua aparência geral. O Chow correto deve ter uma boa e alta inserção da cauda e posterior “curto”. O GROOMING incorreto pode fazer com que a inserção da cauda dê a impressão de ser baixa e traseiro longo. Para melhorar esses pontos, trimme o excesso de pêlo que cai para trás no começo da cauda perto da base acima do ânus com uma tesoura. Lembre-se que procedendo dessa forma estará apenas mostrando uma inserção alta de cauda e não fazendo alterações no padrão.

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