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O objetivo deste relatório técnico é prestar esclarecimentos a cerca dos riscos de procedimentos de imunização dos cães sem a devida supervisão do médico veterinário não somente os aspectos abaixo apresentados seriam os fatores únicos de nossa preocupação com a vacinação praticada por leigos, mas também aqueles que proporcionam interferências negativas nas respostas imunológicas às vacinas; tais como, interferência de anticorpos maternos, verminoses e doenças intercorrentes. Fatores estes também, que só poderão ser detectados e resolvidos por médicos veterinários.
Existem três formas principais de manifestações sintomáticas que caracterizam os acidentes pós-vacinais; reações alérgicas locais, reações alérgicas sistêmicas (choque anafilático) e acidentes neuro-paralíticos.
As reações alérgicas locais que podem ocorrer após a aplicação de vacinas estão associadas a presença de um adjuvante de imunidade, necessário para aumentar a resposta imunogênica. A maioria das vacinas inativadas contém adjuvantes e a reação pós-vacinal está relacionada com uma questão de sensibilidade individual. Estas reações locais se caracterizam por uma alopecia (queda de pelo) no local de aplicação da vacina, como resultado de uma paniculite granulomatosa focal ou de uma vasculite, podendo se apresentar hiperpigmentado.
A anafilaxia é uma síndrome determinada por um choque sistêmico, que se manifesta minutos após a disseminação do alérgeno nos animais sensibilizados. Dentre os alérgenos que podem induzir a uma anafilaxia estão as vacinas. Os órgãos envolvidos na anafilaxia, na maioria dos animais, são o baço e os pulmões. A liberação de aminas vasoativas resulta em uma vasodilatação esplênica, colapso vascular periférico, e em casos severos, coma e morte. Os sinais clínicos incluem náusea, vômitos, diarréia, inquietação, ataxia, ataques epileptiformes, palidez das membranas mucosas, taquipnéia e taquicardia. Alguns animais podem mostrar sinais de hipersalivação, tenesmo e defecação.
A anafiaxia pode também ocorrer em formas localizadas, referidas como edema angioneurótico ou facio-conjuntival e reações urticariformes. O edema angioneurótico é tipicamente manifestado por inchaço dos lábios, pálpebras e conjuntiva, e é gerado pelo mesmo tipo de alérgeno que induz a anafilaxia sistêmica. As lesões urticariformes são lesões salientes e pruriginosas da pele, que ocorrem alguns minutos após à exposição ao alérgeno.
São afecções nervosas desmielinizantes ou mielinoclásticas, determinantes de uma encefalomielite alérgica, cujo substrato é a desmielinização do Sistema Nervoso Central. Estas afecções têm maior importância no cão, que é mais sujeito a tais encefalites, pela frequência com que é imunizado com determinadas vacinas anti-rábicas. Está evidenciado que a substância responsável pela encefalite alérgica existe na substância branca do cérebro de mamíferos. Quando injetada esta substância, haveria a formação de anticorpos que se ligariam á uma parte não determinada da mielina, causando sua degradação e consequente estabelecimento da encefalite alérgica. Em condições naturais, o processo aparece sobre tudo em animais e em seres humanos, que inesperadamente exibem sintomas de paralisia, alguns dias após á administração de suspensões de tecido nervoso (vacinas antirábicas). A afecção se inicia, comumente, por paralisia de um ou mais membros, com rápida progressão por todo o corpo. A morte é o desfecho habitual, nas formas graves da enfermidade.
Podemos ver desta forma, que todo processo de imunização em animais domésticos de estimação deve passar pelo crivo da responsabilidade técnica de um profissional médico veterinário, que avalie primeiramente a condição básica de saúde deste animal que será submetido à vacinação; analisando seu nível de infestação parasitária, sua condição nutricional e elaborando um programa de vacinação que obedeça as possíveis condições de imuno-interferências, para definição do quantitativo adequado de doses seriadas em relação a faixa etária de aplicação do mesmo. Por conseguinte, em decorrência dos riscos de acidentes pós-vacinais descritos, a exigência de uma supervisão e acompanhamento do ato de aplicação deste programa de vacinação, fica clara e evidentemente demonstrada neste relato técnico.
É extremamente importante que seja feita a cada 21 dias de acordo com o peso do filhote até que seja concluído todo o programa de vacinas. Uma vermifugação eficaz depende da relação "peso do animal x dose x frequência que devem ser respeitados”. Siga orientação do médico veterinário.
Obs. Mantenha sempre o controle com os vermífugos de ampla ação até a conclusão do programa de vacinas, depois fazer a manutenção á cada três meses fornecendo uma dose e 15 dias após, o reforço.
Para que o animal inicie o programa de vacinas e desenvolva imunidade satisfatória é necessário que esteja livre do “Endo Exoparasitos” e que esteja saudável.
Animais doentes não podem ser vacinados. O programa de imunização deverá ser feito junto ao médico veterinário. Não utilize vacinas de procedência duvidosas ou mal conservadas.
Obs. Reforçar anualmente com uma dose única por toda a vida.
Uma dose única (quando em filhote, aplicar uma semana após a terceira dose da vacina óctupla).
Reforçar anualmente com uma dose única por toda a vida, (pode ser na Campanha Nacional).
- Preventivo contra gripe, (Bronchr Shield III ou Pneumodog)
- Preventivo contra Giárdia (Giárdia Vax)
- Preventivo contra pulgas, carrapatos, bernes, etc (Capstar comprimidos, Program, Revolucion, Advanced, Frontline Plus, etc)
- Prevensão contra Filária (o verme do coração é transmitido à partir da picada do mosquito infectado.Ao contrário do que se pensa o animal pode ser infectado mesmo que não seja morador de áreas litorâneas )
- Consulte o médico veterinário a cerca de outras vacinas disponíveis no mercado e indicadas de acordo com o ambiente em que o animal irá viver.
Não é aconselhável a cobertura antes do 3º cio. Antes da cobertura os programas de imunização devem estar atualizados.
Somente após a conclusão destas etapas o filhote estará protegido contra as principais doenças caninas, podendo à partir de então passear na rua e ter contato com outros animais sem que corra o risco de ser infectado.
Um complemento vitamínico e um reforço de cálcio normalmente são recomendados pelos veterinários, mas não os dê por conta própria. Procure o veterinário que irá lhe indicar, caso necessite, as doses corretas.
Lembre-se que filhotes são seres vivos frágeis. Eles sentem dor, manifestam sentimentos, podem ser educados , comportam-se de acordo com o tratamento que recebem das pessoas com quem convivem , necessitam de um ambiente adequado para seu desenvolvimento, tem necessidades fisiológicas e exalam odores característicos à sua espécie.
OBS.: Assim que você comprar ou ganhar um cachorrinho, convém levá-lo ao Médico Veterinário para uma avaliação geral. Enquanto seu animalzinho não estiver com as vacinas em dia tome cuidado para que ele entre em contato apenas com cães saudáveis e, quando levá-lo na clínica veterinária mantenha-o no colo e distante dos outros cães.
Veja a seguir as doenças, que são evitadas com a vacinação, e os seus sintomas. Ao menor sinal leve o seu cão a um Médico veterinário, somente ele é capaz de avaliar, diagnosticar e tratar uma doença.
CINOMOSE: Enfermidade infecto-contagiosa aguda, subaguda ou crônica; febril, particular da família canina entre os animais domésticos. Somente o cão. Sua transmissão se dá por vias respiratórias e digestivas. Na fase aguda o vírus é eliminado intensamente e em abundância pela secreção ocular, urina e fezes.
Manifestação:
1º. fase - digestiva: em que o animal apresenta vômitos, diarréia, mucosa sanguinolenta, anorexia, temperatura acima de 40ºC.
2º. fase - respiratória: Broncopneumonia intensa, secreções mucosas e senomucosas, que depois passam para purulentas, geralmente por infecções secundárias.
3º. fase - nervosa: Nesta fase aparecem alterações mioclonais ( tic nervoso ), podendo encontrar as três fases ou apenas uma delas. A mais perigosa é a nervosa. Toda vez que suspeitar de cinomose ou leptospirose, a temperatura deverá estar acima de 40 ºC.
HEPATITE: Enfermidade infectocontagiosa aguda, causada por vírus resistente ao éter, álcool, clorofórmio e sensível ao formol e calor. Período de encubação: 4 á 9 dias.
Manifestação:
Animais jovens: morte súbita sem nenhum sinal clínico.
Primeiro sinal: hipertemia passageira de 24 á 48 horas, temperatura de 40º a 40,5º, caindo logo após; apresenta sede intensa, anorexia, congestão das amígdalas, congestão das mucosas e da faringe, congestão conjuntival (pálpebras vermelhas), congestão da conjuntiva nasal e bucal, fotofobia, hemorragias bucais, esquimoses na pele (pinta ou pontos vermelhos). Principalmente na frente (abdômen) e faces internas da coxa e mucosa peniana, dispinéia (dificuldade respiratória) por edema pulmonar (pulmão cheio de líquidos), animais adotam posição de sentar, para aliviar a pressão.
LEPTOSPIROSE: Doença infecciosa grave que atinge os homens e os animais, sendo causada por uma bactéria a Leptospira sp presente na urina dos ratos e camundongos. A contaminação se da quando o animal, ou o indivíduo entra em contato com água ou lama que contenha a Leptospira. Esta penetra no organismo através de ferimentos na pele ou mesmo na pele integra quando num contato mais prolongado e também pelas mucosas (boca - nariz - olhos - órgãos genitais).
Manifestação:
• Vômitos e diarréia às vezes com sangue, urina com sangue, icterícia.
PARAINFLUENZA: Tosse persistente, e às vezes associado à pneumonia. Esta doença é chamada tosse de canis.
PARVOVIROSE: Doença de cães seria e altamente contagiosa, e a infecção se dá pelo Parvovirus Canino que tem um curto período de incubação.
Manifestação:
• Os sintomas mais comuns são de morte súbita quando tivermos o modo cardíaco, com depressão e disfunções respiratórias. Vômitos, diarréias e desidratações são os sintomas do modo gastroentestinal que tem como sinal principal fezes sanguinolentas.
CORONAVIROSE: Doença viral, com um quadro semelhante à Parvovirose.
RAIVA: Doença infecto contagiosa aguda e fatal, caracterizada por sinais nervosos, apresentados por agressividade e por semi-paralisia ou paralisia. Tempo de encubação: pode aparecer de 10 á 90 dias.
1- Em filhotes pequenos, 95% de sua imunização é obtida através do consumo do colostro, que é o primeiro leite produzido pelas mães durante um tempo curto logo após o nascimento.
VERDADE: Se a mãe é imunizada contra as principais doenças infecciosas caninas, seus filhotes também irão se proteger por 6 á 16 semanas após o nascimento se eles consumirem o colostro logo após o nascimento.
2- Fêmeas revacinadas antes da cobertura passam mais anticorpos para seus filhotes pelo colostro do que as fêmeas não vacinadas.
VERDADE: Quanto mais alta for á concentração de anticorpos contra doenças infecciosas na mãe, maior será a proteção que ela passará para seus filhotes. A revacinação causa um aumento na produção de anticorpos maternos.
3- Enquanto estão presentes, os anticorpos recebidos da mãe não vão interferir com a vacinação permanente dos filhotes. FALSO: Os anticorpos recebidos da mãe vão interferir na produção de anticorpos produzidos pelos filhotes por algumas semanas após o nascimento.
4- A via de administração (usualmente intramuscular ou subcutânea) não tem efeito no nível de proteção produzido em cães com idade para serem vacinados.
FALSO: O efeito da via de administração na resposta vacinal depende da vacina que é aplicada. Por exemplo, a vacina anti-rábica é mais efetiva se for administrada pela via intramuscular do que a via subcutânea. Com a vacina contra Cinomose, ambas as vias são igualmente efetivas.
5- Cães idosos (com mais de sete anos de idade) podem ter uma diminuição na habilidade de produzir anticorpos após vacinação, então devem ser revacinados anualmente.
VERDADE: Cães idosos não produzem anticorpos vacinais tão bem como cães mais jovens. A duração da proteção com uma vacinação única será mais curta em animais idosos. A revacinação anual impede que os níveis de anticorpos de proteção diminuam deixando o animal exposto a doenças.
6- A vacinação de animais que já estão doentes irá prevenir a progressão da doença. FALSO: A vacinação de animais doentes não irá prevenir a progressão da mesma, pois os anticorpos vacinais demoram vários dias até atingirem níveis de proteção que impeçam a progressão da doença. 7 dias á duas semanas são necessários para que o organismo produza quantidades suficientes de anticorpos para proteger os animais contra as doenças. Os anticorpos devem estar presentes antes da exposição do paciente ao agente causador da doença.
7- Filhotes vacinados devem ser protegidos do frio, pois a friagem reduz a quantidade de anticorpos produzidos após a vacinação.
VERDADE: Pesquisas recentes em ninhadas separadas por sexo, idade e peso, demonstraram níveis significativamente maiores de anticorpos em filhotes que não ficaram expostos ao frio durante o tempo de formação de anticorpos após a vacinação.
8- Cães não devem ser vacinados contra Cinomose, Hepatite, Leptospirose, Parainfluenza e Parvovirose, pois eles irão adquirir naturalmente imunidade.
FALSO: Todas as doenças citadas acima podem ser fatais. Quando o animal se recupera de uma destas doenças, o seu organismo pode realmente ficar imune a esta doença, mas as lesões nos orgãos e sistemas podem ser muito severas á ponto de predispor o animal a ter inúmeras outras doenças.
O importante para quem deseja adquirir um filhote é ter paciência e carinho. Os primeiros dias serão momentos de adaptação de ambas as partes. Não exija muito de seu filhote logo no início. Deixe-o à vontade para descobrir seu novo lar. Caso tenha crianças em casa, tome cuidado com as brincadeiras violentas e excessivas, estamos falando de um filhote que é indefeso e frágil. Respeite os limites de seu filhote.
Nos primeiros dias existe uma dificuldade em estabelecer normas e também por parte do filhote em determinar certos locais. Enquanto o seu filhote não puder sair na rua, ou seja, até que todas as vacinas sejam tomadas, você deverá ensiná-lo a fazer as suas necessidades em lugares específicos, para evitar que ele fique fazendo xixi e cocô pela casa. Escolha um local onde ele fará suas necessidades básicas e forre com jornal. Deixe sempre 2 jornais diferentes, um para cocô e um para xixi. Toda vez que perceber que ela irá fazer algo, leve-o até o jornal. Quando este estiver sujo, substitua-o por outro limpo. Se você pegá-lo fazendo as necessidades em lugar errado, repreenda-o falando com autoridade e mostrando o local correto. Devemos lembrar que alguns comandos são ensinados por repetição. Se você chegar em casa e encontrar necessidades espalhadas em lugares errados, não adiantará repreendê-lo, ele só entenderá que cometeu um erro se for repreendido no momento em que estiver fazendo. Neste caso, o seu animal não entenderá porque está levando bronca.
Se ele fizer as necessidades no lugar certo, agrade-o, elogie-o e dê algum prêmio para que ele assimile que está certo. Tenha paciência, com a maturidade o animal tende a fazer suas necessidades em jornais e este prazo costuma ocorrer em torno dos 6 meses. Limpe o local indevido com água sanitária eliminando assim o odor. Alguns adestradores e veterinários recomendam o uso de estimulantes do tipo PIPI DOG para que acelere o processo de aprendizado do filhote. Maiores dúvidas entre em contato conosco ou fale direto com seu veterinário de confiança.
O filhotinho deve ser ensinado a fazer suas necessidades no local destinado e é o dono quem lhe mostra. Quando o cão estiver maior, podendo passear, ele fará isso durante suas voltinhas e o dono deverá levar a sacolinha para retirar a sujeira que o seu cão fez. Afinal, ninguém gosta de pisar em sujeira de cachorro.
O banho retira a oleosidade natural que protege a derme. Recomenda-se não promover em intervalos inferiores a 15 dias . Evite banho em filhotes antes dos 3 meses de idade, principalmente se estiver frio. Excessos de banhos podem causar dermatoses. Antes do banho proteja os ouvidos do animal com algodão, após a lavagem remover a proteção. É fundamental secar muito bem, prefira dar banhos em dias de sol preferencialmente na parte da manhã.
Evite perfumes com odor muito forte, pois podem intoxicar o animal, evite também parasiticidas em banhos de rotina. Busque orientações com o médico veterinário. Banhos em Pet Shop somente estarão liberados após a conclusão do programa de vacinas. Pulgas, carrapatos e piolhos só poderão ser tratados com produtos parasiticidas segundo orientações do medico veterinário, alguns produtos podem causar intoxicação.
Lembre-se: a pulga vive a maior parte do tempo perto do cão, e não no cão. Deixe seu ambiente sempre limpo.
ENTRÓPIO: Inversão das pálpebras.
HOT-SPOT: Causado por umidade no pêlo (pode evoluir para sarna dermodélica).
1) a comida deve estar bem balanceada para o Shar-pei;
2) a higiene do local onde vivem também é fundamental tanto para a boa saúde do cão quanto para a do dono.
3) Seque bem o pêlo do Shar-pei. Nunca deixe o pêlo úmido, pois é assim que começam os Hot-Spots.
COXO-FEMURAL: Esta displasia não tem dados oficiais no Brasil.
Há três métodos para limpar o pelo do Shar-pei todos eficientes.
Funciona melhor em filhotes. O filhote troca sua pelagem de filhote para adulto e o banho em banheira pode causar a perda da pelagem e assim por diante. Usa-se o shampoo seco (spray próprio tipo mouse) da seguinte forma: em forma de spray coloque a espuma por todo o corpo do filhote.
Trabalhar com os dedos a espuma do pêlo, secar com ar frio ou morno (secador).
Ideal para o inverno. Mergulhe o pano em um balde com água quente, torça bem e em seguida esfregue por todo o corpo do cão antes que o pano esfrie. Faça isso trocando sempre a água. Quando a água sair limpa do pano o cão também estará limpo. Após seque com uma toalha e use o secador.
Quando o pêlo estiver seco escove o cão, os Shar-Peis de cor preta tem mais óleo no pêlo que os demais. Adicione à água quente uma colher de amônia para cada 5 litros de água. Ajudará a remover o óleo e a pelagem preta de opaca ficará brilhante. Os cães que são escovados regularmente e que vivem em locais limpos não necessitam de banhos frequentes, a menos que estejam participando de exposições. Quando há a troca de pelo (geralmente duas vezes por ano) o banho e a escovação ajudarão a remover o pelo morto e mesmo sem pelagem abundante sua aparência será a melhor possível.
Com a troca de pêlo o ideal é banhá-lo com água morna. Água quente faz com que a perda de pelo seja muito maior. Existem no mercado excelentes shampoos, o importante é retirá-los totalmente da pele e do pêlo, não deixar resíduos! Controle muito bem abaixo da cauda, traseiro, pescoço, entre as orelhas e olhos. Resíduos de shampoo podem causar irritação da pele e até dermatites. Após lavar seu Shar-Pei por completo, deixe-o sacudir-se bem e logo após comece a secá-lo com uma toalha seca. Ao usar o secador nunca use ar quente, pois prejudica a pelagem. Use ar frio ou morno.
Embora seja uma raça bastante rústica, necessita de escovação rotineira, pois além de mantê-lo muito mais bonito retiram-se os pêlos mortos, propicia aeração local, previne contra o acúmulo de umidade e manifestações de dermatites. Minimizando assim o risco de problemas de pele (hot spots).
Escove-o enquanto o seca com o secador. Escovando periodicamente seu Shar-Pei a poeira será eliminada e a pele estimulada o que fará com que seu cão tenha uma aparência refrescante. Outra maneira de remover a poeira é usando-se o secador no ar frio e passá-lo por todo seu corpo e cabeça.
Controle os olhos, orelhas, boca e patas. Na troca de pelo, o pelo morto deve ser removido, pois se deixado, pode resultar em sérios problemas de pele. Acúmulo de sujeira e pelo morto podem atrair moscas e carrapatos, causando uma quantidade enorme de problemas. Um Shar-Pei bem seco, limpo, que vive num ambiente limpo, alimentado com ração bem balanceada raramente terá problemas de pele, assim como eczemas ou dermatites.
Uma limpeza mal feita pode causar dor e ferimentos no canal auditivo.
Peça orientação de um Médico Veterinário.
A limpeza ao redor dos olhos ajuda impedir o aparecimento de inflamações, use algodão embebido em soro fisiológico ou água filtrada, (a Água Boricada não é recomendada pois contém substância irritante).
As rugas do Shar-Pei requerem atenção especial. Quanto mais abundantes, mais atenção. Entre as dobras acumulam-se facilmente sujeira e umidade, podendo ocasionar seborréia, dermatite e micose.
A prevenção resume-se em manter o cão sempre bem seco. Depois de enxugá-lo, leve-o ao sol a fim de eliminar os resquícios de umidade. As rugas da cabeça são muitas vezes as vilãs de problemas de vista. Quando caem na frente dos olhos, forçam as pálpebras e cílios a entrar nos olhos (entrópio). A irritação decorrente pode evoluir para lesões na córnea, às vezes levando à cegueira. Nesses casos, para evitar o início do processo, costuma-se fazer o tacking. Consiste em dar três pontos nas pálpebras do filhote (entre 15 dias e 1 ano de idade), formando "pregas". Ao tirar os pontos duas semanas depois, as pálpebras tendem a não cair mais - a musculatura se desenvolve de forma adequada para sustentá-las erguidas. Caso não funcione, pode ser feito mais vezes, desde que seja na infância. No adulto, pode não ter efeito, pois a musculatura está desenvolvida. Opta-se então por uma cirurgia definitiva que retira parte da pálpebra. Deve ser usada como último recurso.
As unhas devem ser mantidas curtas, portanto poderá cortá-las semanalmente ou quando for necessário. É importante acostumá-lo desde cedo, caso contrário fica muito complicado depois de adulto. Tome muito cuidado para não cortar a veia da unha, pois pode causar sangramento, recomendamos que procure um profissional para realizar o corte.
Por último limpe sua face. Com um pano úmido remova a sujeira e o pelo morto. Os olhos devem ser diariamente limpos com lenços de papel. Lembre-se que o entrópio pode desenvolver-se a partir de poeira e sujeira. Os olhos nunca poderão estar úmidos numa exposição. Os ouvidos devem ser limpos uma vez por semana com algodão e álcool e os pelos no interior das orelhas nunca deve estar oleoso.
O excesso de consangüinidade da qual a raça foi vítima propiciou também problemas de saúde. Um deles é a febre familiar do Shar Pei. Devido a um mau funcionamento dos rins e fígado, há dificuldade em eliminar as toxinas do corpo. O cão subitamente fica com febre alta. Pode ter dores nas juntas, dificultando a movimentação. Os sintomas tendem a desaparecer sozinhos , mas podem voltar a qualquer momento e acabam levando à morte. A doença não tem cura. Romana Arnold, diretora do Chinese Shar-pei Club of America, comentou a Cães & Cia que a entidade já arrecadou U$ 75 mil em doações de criadores para iniciar em breve uma pesquisa na esperança de detectar a doença antes de manifestar-se. "Em parceria com veterinários da universidade de Missouri tentaremos descobrir qual é o gene responsável pela febre", conta. "Assim poderemos evitar que esses cães entrem na reprodução." A raça também pode manifestar hipotiroidismo, um distúrbio da glândula tiróide. O cão perde pêlo e a pele engrossa muito e escurece. Em casos extremos, ocasiona esterilidade, principalmente das fêmeas. O tratamento é à base de hormônios. O Shar Pei é propenso à hipertermia. "Por ter a pele grossa e abundante, o calor fica retido no organismo e a temperatura corporal pode subir tanto a ponto de se fatal." Por isso, é importante não submetê-lo a atividades físicas em horários muito quentes e nem deixá-lo exposto ao sol, a não ser de manhã.
Existem também exemplares com mordedura prognata (dentes da frente da arcada de baixo fecham acima da arcada superior). Apesar de não ser uma doença, é considerado um defeito originado pelas miscigenações. O padrão pede mordedura em tesoura (igual à humana). O ronco é uma característica típica da raça, causada pela passagem do ar pelo palato (céu da boca), que possui conformação mais alongada que a comum. Em alguns casos é necessária uma cirurgia corretiva para que o cão possa respirar melhor. Normalmente, não costuma provocar problemas para os exemplares. Como é de praxe, os cães que apresentem quaisquer desses problemas não devem ser acasalados para evitar que a tendência genética se expanda.
Deverá ser feito diariamente com água sanitária, cloro diluído em água, detergente neutro ou desinfetante próprios para uso em ambientes com animais. Consulte o veterinário antes de fazer a opção.
Importante: Não use creolina, desinfetantes a base de pinho ou eucalipto, removedores de uso doméstico para limpeza. Não deixe as embalagens destes produtos assim como de tintas, vernizes, cimentos, venenos ao alcance do animal. Se ingeridos ou inalados podem levá-lo ao óbito. Não deixe objetos ou brinquedos de tamanho reduzido ao alcance dos filhotes, pois poderão ser ingeridos ocasionando problemas irreversíveis. O filhote não deverá ter acesso à área da piscina, pois poderá ocorrer afogamento.
O organismo dos animais em geral e dos cães em particular, quando privados em sua alimentação de algum elemento dietético necessário ao seu bom desenvolvimento corporal (físico), faz com esses animais procurem na natureza aquilo que esta lhes faltando na alimentação. Quando lhes faltam, por exemplo: Cálcio ou Fósforo - comem terra, lambem parede, ou objetos de barro como moringas, potes, etc. É essa a chamada fome específica, não mais presente entre nós humanos (perdemos essa característica pela nossa chamada Civilização), porém, entre os animais ela e evidente e facilmente comprovada. Uma boa alimentação deve conter todos os elementos necessários ao desenvolvimento harmônico do corpo do animal, e em geral uma ração balanceada de boa qualidade contém todo o necessário.
Devido o rápido desenvolvimento corporal dos cães, bastando para realçar esse fato citar-se que um cão atinge seu completo desenvolvimento e maturidade com apenas 1 e meio a dois anos, torna necessário portanto, que os cães sejam alimentados de forma intensiva, principalmente em sua primeira infância (do nascimento ate os 4 meses de idade), e que essa alimentação seja balanceada (contenha todos os elementos necessários, tais como sais minerais, aminoácidos (proteínas), essenciais, gorduras, hidratos de carbono, vitaminas e micro-elementos em geral). Resumindo, a ração (comida), além de completa em seus constituintes deve ser também na quantidade necessária (nem excessiva que possa causar obesidade, nem insuficiente que venha causar outros malefícios decorrentes).
Alimente o filhote com ração de boa qualidade própria para sua idade e indicada pelo médico veterinário ou criador. Os filhotes devem ser alimentados de 4 á 5 vezes ao dia até 6 meses, a partir dai, esse número deve diminuir gradualmente até 2 refeições (pela manhã e ao entardecer). Uma única refeição por dia é prejudicial ao animal. Evite trocas bruscas na alimentação, isto poderá ocasionar diarréia no filhote. Quando a troca for necessária deverá ser feita gradativamente. Uma troca eficiente levará de 5 á 10 dias.
A melhor opção de alimentação é a ração de boa qualidade capaz de suprir suas necessidades diárias de nutrientes e que não causem diarréia no filhote Nem sempre as mais c aras são as melhores. Cada caso deverá ser avaliado com cautela, pois disso depende a saúde e o desenvolvimento do filhote. Na eventual falta de ração, poderá ser oferecido arroz branco bem cozido com carne moída magra ou frango, cozidos sem gorduras ou condimentos.
Verduras, frutas ou legumes podem ser oferecidos esporadicamente. Evite frutas ácidas e gordurosas. Comida caseira pode gerar problemas de pele e obesidade, além de problemas dentários. Mantenha uma vasilha para ração e outra para água só dele. Habitue seu cão a comer em horas certas, sirva a ração e a retire posteriormente, mesmo que ele não tenha comido tudo, impedindo assim que ela se estrague e venha a provocar diarréias ou atraia baratas e formigas.
Além de comida adequada seu cão pode necessitar de suplementos de cálcio e vitaminas. Consulte seu veterinário, ele lhe indicará as doses e o período necessário. Nunca esqueça das vacinas, pois é a garantia de saúde contra as principais doenças infecto-contagiosas.
Não devem ser dados ossos ao animal, pois existe o risco de que as lascas perfurem o estômago ou intestino dele, os de galinha são muito perigosos.
Caso o cão necessite, peça informações sobre as opções de cálcio para serem administrados ao animal. Já existem no mercado produtos para higiene dental dos cães, mas se preferir pode-se também esfregar os dentes do animal com um chumaço de algodão ou uma gaze para limpá-los. Regularmente ele deverá ser levado ao veterinário, para avaliar as condições de seus dentes.
Surge às vezes quando o cão é recém desmamado (30 á 45 dias de idade), e nesses casos duas razões são as determinantes:
1. Ou a alimentação está incompleta em seus constituintes, ou a sua quantidade é insuficiente.
2. Alguma doença concomitante, como verminose, que está determinando como participarão pelos vermes contidos em seu aparelho digestivo na sua alimentação. Em alguns casos, muito especiais, pode existir alguma causa orgânica ou fisiológica, que esteja impedindo a perfeita assimilação do alimento, que embora sendo servido ao animal, este ano tem capacidade para sua assimilação e aproveitamento para seu desenvolvimento.
No primeiro caso anterior, basta corrigir o que estiver errado na alimentação, ou substituindo a qualidade da ração ou sua quantidade. Já no segundo, o tratamento para correção deste hábito, basta ser administrado o vermífugo indicado, quando a causa seja uma verminose, ou tratamento da moléstia nos caso. Por ocasião da muda da dentição de leite pela permanente, ocorre freqüentemente também esse hábito de roer, motivado pela irritação causada às gengivas pelos novos dentes aflorando e empurrando os dentes de leite. Recomenda-se em todos os casos, prévio exame parasitológico de fezes, para saber-se as espécies de vermes que estejam parasitando o animal, afim de possibilitar a administração do vermífugo que melhor se preste para tal verme parasita. O habito de roer, aparece na maioria dos casos, por ocasião da mudança dos dentes (entre 3 mêses e meio até 6 meses de idade, variável conforme a arca do animal). Os dentes da dentição definitiva nos cães, que estão para vir substituir a primeira dentição (chamada de leite), ao romperem na gengiva provocam dor e forte necessidade do cão morder, e para isso e necessário algum objeto duro, motivo pelo qual os cães nessa idade procuram alguma coisa para isso, e habitando nossas casas , serão os objetos que lhes estejam acessíveis, tais como nossos chinelos, pés de mesa, etc... O que fazer nesse caso? Simplesmente fornecendo-lhes algo de consistência dura e firme, como um osso ou mesmo algum objeto de borracha, assim como fazemos com nossos bebes nessa fase, dando-lhes chupetas ou o clássico anel de borracha para ser mordido.
O dono do cão, com ele convivendo e assim tendo oportunidade de observar dioturnamente, e a pessoa mais indicada para informar ao profissional Veterinário os hábitos do seu cão, e assim, orientar da melhor forma de corrigir esse habito da infância , que caso ano seja corrigido quando o cão e ainda jovem, dificilmente o será na idade adulta, pelo fato de na idade adulta quando não corrigido na infância, haver se tornado efetivamente habito.
1. Observe como o hábito se instalou e as possíveis causas determinantes (alimentação, mudança de dentes?)
2. Quais os alimentos (ração) dados ao animal? E suas quantidades nas diferentes épocas de seu desenvolvimento?
Com essas informações um Veterinário competente tem os meios para o diagnóstico da causa, e correção (quando possível) do vicio.
Quando se pensa em acasalar uma cadela, um fator muito importante deve ser levado em consideração: a alimentação, já que das boas condições físicas da mãe dependerá o nascimento de uma ninhada forte e saudável. Os cuidados alimentares devem ter início antes mesmo do acasalamento e prosseguirem, pelo menos, até o desmame dos filhotes, pois a cadela precisará de muita energia durante a amamentação.
A fêmea não deve estar gorda quando cruzar e não pode receber gorduras na alimentação. A obesidade em uma cadela grávida pode ter conseqüências sérias. Por exemplo, no caso de haver necessidade de um parto por cesariana, a gordura atrapalha muito.
A cadela em gestação tem necessidade de muitas proteínas e uma complementação alimentar de cálcio e sais minerais. As proteínas podem ser encontradas nos próprios alimentos como a carne, o leite, verduras ou ração. No entanto o cálcio e os sais minerais como ferro, cobre, flúor, manganês e outros só devem ser ministrados com orientação do Veterinário. O proprietário deve estar sempre atento para que a cadela tenha água limpa e fresca à vontade.
Com o passar do tempo, os filhotes começam a crescer no útero da mãe. Este se distende e passa a ocupar um espaço maior. Isso faz com que o útero acabe por deslocar outros órgãos como a bexiga , o intestino e o estômago, provocando uma diminuição do movimento intestinal. Nesse período da gestação é importante evitar que a cadela receba alimentos que possam aumentar a fermentação em seu organismo. Assim, os farináceos devem ser totalmente evitados, pois propiciam a formação de gases e, como conseqüência, aparecem às cólicas intestinais.
Um cuidado para evitar problemas digestivos é oferecer a cadela um maior número de refeições por dia, com quantidades menores de alimento de cada vez. Exercícios moderados até a época do parto também ajudam a manter a forma e a disposição da futura mamãe.
A alimentação indicada, rica em proteínas, deve inclusive ser mantida depois do nascimento dos filhotes já que, durante a amamentação, as exigências alimentares da cadela continuarão.
Se dermos condições ideais de alimentação à cadela, desde o cruzamento até o desmame, teremos filhotes bem formados, fortes e saudáveis e, principalmente, uma mãe sem deficiências, que não terá corrido riscos desnecessários e trará, ainda, muitas alegrias a seus donos.
Todos provavelmente querem passear com seu novo amigo, mas isso só será permitido uma semana após a conclusão do programa de vacinas. Tenha paciência. Evite expor seu amigo a doenças. Preserve-o.
Caminhadas de 15 minutos a meia hora por dia são o suficiente para se manter a boa forma além de uma excelente alternativa para distrair o cão.
Devido à espessura e densidade de sua pele, o cão tem tendência a maior absorção do calor, o que pode levá-lo ao estado de hipertemia. Por isso sempre deixe sempre à sua disposição sombra e água fresca em abundância, nunca o leve para passear sob sol muito forte e jamais o mantenha dentro do carro com os vidros fechados, mesmo que parcialmente.
Os primeiros sinais de hipertemia são: respiração ofegante e moleza, caso isso ocorra resfrie-o rapidamente jogando água fria em seu corpo ou colocando-o diante do ventilador.
Recomendamos enfaticamente que procure a opinião de profissionais reconhecidamente idôneos e gabaritados e busque promover a melhor qualidade de vida possível ao seu animal de estimação.